Mostrando postagens com marcador assuntos musicais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador assuntos musicais. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Tesouros da internet

Oi, pessoas!

Faz tempo que não colaboro com o coral, mas meu coração continua aí!

Sinal disso foi que ao encontrar uns tesouros na internet, resolvi colocar aqui.

Seguem os endereços de um blog e um canal do youtube (conheci tudo pelo youtube por causa de uma TAG Corrente "vlogueiro brasileiro") que acho de interesse do coral: 


o Canal de Carlos Veiga.

E o blog dele no wordpress: Tutoriais em música.

(Cliquem nos links!!)


quarta-feira, 6 de junho de 2012

HISTÓRIA DO RADIO



História Do Rádio
Segundo alguns autores, a tecnologia de transmissão de som por ondas de rádio foi desenvolvida pelo italiano Guglielmo Marconi, no fim do século XIX, mas a Suprema Corte Americana concedeu a Nikola Tesla o mérito da criação do rádio, tendo em vista que Marconi usara 19 patentes de Tesla em seu projeto.
Na mesma época em 1893, no Brasil o padre Roberto Landell de Mouratambém buscava resultados semelhantes, em experiências feitas em Porto Alegre,  no bairro  Medianeira onde ficava sua paróquia. Ele fez as primeiras transmissões de rádio no mundo, entre a Medianeira e o Morro de Santa Tereza.
As primeiras radioemissões
O início da história do rádio foi marcado pelas transmissões radiofônicas, sendo a transcepção utilizada quase na mesma época. Consideram alguns que a primeira transmissão radiofónica do mundo foi realizada em 1906 nos Estados Unidos por Lee de Forestexperimentalmente para testar a válvula Tríodo.

Primeira rádio do Brasil

No ano que comemorou o I Centenário da  Independência do Brasil, ocorreu no Rio de Janeiro, por ser, na época, a capital federal, uma grande feira internacional, que recebeu visitas de empresários americanos trazendo a tecnologia de  radiodifusão para demonstrar na feira, que nesta época era o assunto principal nos  Estados Unidos.
Para testar o novo meio de comunicação, os americanos instalaram uma antena no pico do morro do Corcovado (onde atualmente é o Cristo Redentor).  
A primeira transmissão radiofônica no Brasil foi um discurso do presidente Epitácio Pessoa, no dia 7 de Setembro de 1922, para comemorar o centenário da Independência.  Epitácio Pessoa acompanhado pelos reis da Bélgica, Alberto I e Isabel, abriu aExposição do Centenário no  Rio de Janeiro. O discurso de abertura de Epitácio Pessoa foi transmitido para   receptores instalados em  Niterói,  Petrópolis e  São Paulo, através de uma antena instalada no Corcovado. No mesmo dia, à noite, a ópera O Guarani de Carlos gomes foi transmitida doTeatro Municipal para alto-falantes instalados na exposição, assombrando a população ali presente. Era o começo da primeira estação de rádio do Brasil: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada por Edgar Roquette-Pinto,  A reação de Roquette-Pinto a essa tecnologia foi: “ Eis uma máquina importante para educar nosso povo”.
Cronologicamente, há registros que comprovam que a primeira emissora de rádio brasileira surgiu com a fundação da Rádio Clube de Pernambuco, em Recife, no dia 6 de abril de 1919.
 Depois da primeira transmissão no Brasil, em 1922, Roquette Pinto tentou convencer o Governo Federal a comprar os equipamentos apresentados na Feira Internacional.Para o bem da comunicação do Brasil, Roquette-Pinto não desistiu, e conseguiu convencer a Academia Brasileira de Ciências a comprar os equipamentos. Foi criada a primeira rádio do país, a  Rádio Sociedade do Rio de Janeiro fundada em 1922, e dirigida por Roquette-Pinto.
Em 1923, são instalados aparelhos receptores na cidade do Rio de Janeiro, idealizada por roquete Pinto. O professor Edgard Roquette-Pinto, que era um homem de grande largueza empresarial, conseguiu sensibilizar o Presidente da Academia brasileira de Ciências, Dr. Henrique Morize, e seus companheiros, Laboriau, Álvaro e Miguel Osório, Álvaro Alberto e outros, nascendo, assim, no dia 20 de abril de 1923, a primeira estação de rádio no Brasil, a PRA-2, Sociedade rádio do Rio de Janeiro, que iniciou seu período regular de funcionamento em primeiro de maio daquele ano.
Depois do sucesso da Exposição do Centenário, a estação transmissora foi utilizada pelos Correios, para transmissões de boletins sobre o clima e sobre os preços do açúcar e do café, entre outras informações. É a primeira referência na utilização do rádio para transmissão de informação no Brasil.
Outras emissoras começaram a surgir não somente com uma programação informativa, mas planejada em primeiros passos para transmitir a nossa música e arte.
As estações de rádios foram sendo instaladas durante toda a década de 20, do século passado, e tiveram características muito semelhantes como empreendimentos comerciais de grupos aficionados do rádio, geralmente de classes mais abastadas. “Uma vez que pagavam mensalidades para manter as estações e cuidavam de fazer a programação doando discos, escrevendo, tocando, cantando e ouvindo eles mesmos”, conforme constata Tavares (1999).
Era como um circuito fechado, que aos poucos foi abrindo suas portas para a participação ser mais popular, começando assim uma nova época, onde o Brasil entrava para a era das comunicações de massa, dos ídolos e mitos populares. Para Roquette Pinto, o rádio é muito mais do que um simples veículo de comunicação: O rádio é o jornal de quem não sabe ler; é o mestre de quem não pode ir a escola; é o divertimento gratuito do pobre; é o animador de novas esperanças; o consolador do enfermo; o guia dos são, desde que o realizem com espírito altruísta e elevado. (ROQUETTE PINTO, FERRARETTO, 2000).


Até os anos 30, do século passado, o rádio expandiu-se por todo o país, transmitindo música e informação. A partir de experiências registradas na Europa, especialmente o movimento nazista na Europa e, nos Estados Unidos, com a campanha de Franklin Roosevelt à presidência da República, o governo brasileiro começou a demonstrar interesse pelo meio.

Em 1932 Getúlio Vargas autorizou, através de decreto, a comercialização de espaços publicitários pelas emissoras e passou a utilizar o rádio para veicular suas realizações e idéias. Com a receita da publicidade, as emissoras investiram em equipamentos e nos funcionários. A conseqüência foi a popularização da programação, o que possibilitou ao rádio viver sua época de ouro, entre os anos 30 e 40, oferecendo, principalmente, entretenimento e informação. A radiodifusão passou a ser uma grande influência em todos os campos, tendo poder decisivo quer no campo econômica, político, social, religioso, cultural e educativo.
Com a evolução tecnológica, nos anos 30, as rádios criaram programas de auditório, o que fez do rádio um veículo popular. Em 1934, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro foi transformada em Rádio Municipal do Rio de Janeiro, popularmente conhecida como rádio Roquete Pinto. As rádios nesta fase se fortaleceram como lançadoras de grandes talentos musicais como Francisco Alves, Vicente Celestino, Dalva de Oliveira, Emilinha Borba, entre outros.

 Censura

Em 1936, os aparelhos de rádio já podiam ser comprados em lojas do ramo. Nesse mesmo ano, a Sociedade Rádio do Rio de Janeiro foi doada ao  Ministério de Educação e Cultura (MEC), que tinha como titular Gustavo Capanema, que comunicou a Roquette-Pinto que a rádio seria incoporada ao tão temido Departamento de Imprensa e Propaganda  (DIP), órgão responsável pela  censura durante a era deGetúlio Vargas.
Roquette-Pinto ficou indignado com a proposta de incorporação ao DIP e exigiu a autonomia da rádio, para preservar a função educativa que ela tinha. Roquette Pinto ganhou a disputa, e  a Rádio Mec mantém até o hoje o mesmo ideário. Consta que, ao se despedir do comando da emissora que fundara, sussurrou chorando ao ouvido da filha Beatriz: "Entrego esta rádio com a mesma emoção com que se casa uma filha".
Na década de 50, o rádio difundiu as transmissões esportivas, como a Copa de 58, todos torceram pelo Brasil através do rádio. Em 1953, haviam números que identificaram a existência de cerca de 500 emissoras de rádio no país e quase meio milhão de aparelhos receptores.


 fonte: enciclopédia Wikipédia

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012






NO RANCHO FUNDO - CANTA MARIA GADU- CHITÃOZINHO E XORORÓ
COMPOSIÇÃO DE ARY BARROSO- LAMARTINE BABO




JOYCE - ISTO AQUI O QUE É? -
ARY BARROSO




NOITE DOS MASCARADOS - EMILIO SANTIAGO
CHICO BUARQUEDE HOLLANDA



FONTE: YOUTUBE
POSTADO POR YARA VIRGINIA - 

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

SPIRITUALS, JAZZ, GOSPEL- um pouco de história

SPIRITUALS

SPIRITUAL é uma das mais conhecidas formas da música popular americana. É uma forma secular de hino, cantado por um grupo de pessoas reunidas  ou enquanto trabalhavam nos campos. Isto explica porque é geralmente cantado em coro ou com um líder.
Os cantores de Spiritual freqüentemente enfatizam o ritmo, batendo com as mãos.   As melodias cantadas no Spiritual, algumas vezes são entendidas como melodias vindas da África, pelo ritmo forte e sentimental.  Porém, a origem do Spiritual deve ser encontrada entre os pregadores viajantes, tanto  branco quanto negro, que juntavam as pessoas em tendas ou mesmo sob o céu aberto, e lhes falavam  sobre a salvação dos pecadores. Uma parte importante dessas reuniões era CANTAR UM HINO.  Os negros trouxeram um talento musical extraordinário ao canto desses hinos: devemos lembrar que na época não existiam muitos livros com letras ou música dos hinos, assim a improvisação era necessária, e os negros eram excepcionalmente ricos na criação musical e tinham um profundo sentimento religioso. Trabalhos em carregamento de navios e nas plantações eram executados cantando-se Spirituals. Os escravos fundamentavam a maioria dos seus Spirituals em caracteres e histórias da Bíblia, e aqui está a origem  das  canções  também conhecidas como “ música Gospel”.
A maneira como essas histórias são contadas nos “ Negro Spirituals” mostra o colorido de sua imaginação e a fé simples. Muitos escravos pensavam neles mesmos como sendo os novos filhos  de Israel e esperavam por um “Moisés” negro para livrá-los da escravidão. Suas canções eram um apelo ardente e sincero. Entre os mais conhecidos  Spirituals estão:  Go down, Moses” e “Deep River”
                                                      GO DOWN, MOSES ( tradicional)
When Israel was in Egypt’s land,
Let my people go,
Opressed so hard they could not stand,
Let my people go,
So The Lord said,

Chorus:
“go down, Moses, way down to Egypt’s land,
Tell old Pharaoh to let my people go”.

So Moses went to Egypt’s land,
Let my people go,
He made old Pharaoh understand,
Let my people go,
“Yes”, the Lord said,

Chorus:
“ go down, Moses, way down to Egypt’s land.
Tell old Pharaoh to let my people go”.

“Thus spoke the Lord”, bold Moses said
Let my people go
“if not I’ll strike your firstborn dead”
Let my people go
Cause the Lord Said

A escravidão foi uma das causas da Guerra Civil. Para a maioria dos americanos do norte,  o mal  era insensivelmente formado no leilão de escravos, onde homens e mulheres eram oferecidos como gado, e famílias eram separadas e vendidas para diferentes compradores.

                                                                            JAZZ
Igual a outros importantes desenvolvimentos musicais, o jazz representa a combinação de vários sons e ritmos musicais.  O jazz desenvolveu-se usando praticamente todas as fontes melódicas e rítmicas encontradas na América. Podemos notar no jazz, traços de canções religiosas, de velhas canções inglesas, das canções dos negros, das danças francesas e do ritmo do “ragtime” ( um gênero de música popular onde o acento da melodia cai justamente antes da batida regular do acompanhamento). Podemos reconhecer também a expressão instrumental africana e o ritmo das danças montanhesas originárias da Inglaterra. Todos esses elementos foram juntados e modificados pelo Negro para produzir a maravilhosa música que chamamos de jazz.
O principal centro para esse desenvolvimento foi New Orleans, e há uma boa razão  para isso.  New Orleans, naquele tempo, era conhecida como a cidade do amor e do divertimento, onde mesmo um músico negro devia que ter um emprego.  Após a libertação dos escravos, muitos encontraram na música um meio de ganhar dinheiro. A razão para esta escolha não é difícil de ser compreendida: primeiramente, muitos negros já eram músicos, e o músico Negro freqüentemente tocava música nas plantações, nas grandes fazendas onde ele trabalhava e morava.  No Sul, nenhuma plantação importante funcionava sem um grupo de músicos negros  que tocavam nas festas. Mais importante, entretanto, foi o fato de que a música era uma das poucas áreas em que o homem negro podia sobressair-se.
 As bandas de rua consistiam principalmente de músicos negros que tinham outras atividades de trabalho e que apenas tocavam durante o seu tempo livre. Eles também aprenderam a tocar seus instrumentos sem nenhum treinamento real. Eles aprenderam  através de um processo contínuo  de experimentação. Deste modo, desenvolveu-se uma nova forma de atuação, cheia de sons estranhos que jamais foram ensinados em escolas de música.  Pouquíssimos  músicos, por exemplo, sabiam ler música.  Eles eram forçados a tocar “ de ouvido”. Isto provou ser uma influência liberal. Eles pegavam  canções e melodias familiares, faziam modificações graças ao ilimitado uso de sua imaginação e habilidade.  Gradualmente, através dessa liberdade de expressão de cada um, desenvolveu- se um novo estilo de atuação. Guiados somente pelo sentimento e emoção do momento, os músicos trouxeram para a sua música, novas combinações de sons.  Trouxeram também, as qualidades e dispositivos  especiais na habilidade de interpretar  sua música.  Na sua apresentação, por exemplo, eles copiaram os sons ásperos e roucos que usavam ao cantar, e fazendo isso, criaram novas espécies de tons instrumentais.
Após a primeira guerra mundial, o jazz americano espalhou-se por toda a parte. O mundo inteiro começou a bater os pés com os novos ritmos e invenções dos músicos da cidade sulista de New Orleans.  O jazz tornou-se incrivelmente popular quando os músicos negros foram capazes de colocar de lado seus instrumentos musicais simples, muitas vezes consistindo somente de um par de ossos, tocados pelo aquecimento de um no outro, e obtiveram instrumentos tradicionais manufaturados.  O nível da expressão musical  alargou-se,  e esse alargamento pediu  um novo estilo musical.
O que começou com bandas de marcha, repentinamente incluiu ragtime, blues, canções sobre trabalho e música para dançar.  Este  expressivo, vivo e inventivo estilo de música desenvolveu-se gradualmente  e  tornou-se conhecido como Dixieland Jazz (o jazz dos estados sulinos dos Estados Unidos).  A forma desenvolveu-se também na Europa,  e o jazz foi modelado de acordo com a inventividade musical dos líderes do jazz como Charles Bolden, “Bunk” Johnson, Freddie Keppard, Sidney Bechet e King Oliver.  Diferente do ragtime, este novo jazz foi prontamente reconhecido como uma importante forma de arte.
(adaptado do Capítulo 4 de “ Jazz” na música popular – John Rublowsky. Edição 1967 Por John Rublowsky, Basic Books Inc. Publishers, New York).

Plantações e Escravidão

No Sul dos Estados Unidos da América, onde as fazendas ou grandes plantações formavam a principal forma de trabalho,  a escravidão do homem negro tornou-se um negócio muito lucrativo. Os traficantes de escravos europeus e americanos  capturavam os negros na África, traziam para a América e os vendiam aos colonizadores  sulistas. Os escravos eram usados nas plantações para colher o tabaco, o algodão, cana de açúcar e fazer todo o trabalho pesado.  As plantações de algodão necessitavam de muitos e muitos escravos  porque a demanda pelo algodão crescia, e assim em poucos anos mais de um milhão de negros foram carregados para a América pelos traficantes.
A vida para esses escravos era intolerável porque a escravatura freqüentemente separava  as famílias negras, tirando as crianças dos seus pais,  os maridos de suas mulheres. Eles viviam em cabanas, a comida era escassa, e recebiam severas punições por  mínima ofensa. Muitas leis eram editadas contra os negros livres e os escravos, por que os colonizadores tinham medo que os negros livres pudessem liderar revoltas.
Em 1860 cerca de 4.500.000  negros estavam nos Estados Unidos e menos de 500.000 eram livres. Alguns compraram sua própria liberdade, mas os negros livres freqüentemente tinham dificuldade para sobreviver. Muitos Estados restringiam as espécies de trabalho onde um Negro poderia ser empregado;  trabalhadores brancos do Norte freqüentemente recusavam-se a trabalhar ao lado de um negro, e estes eram também obrigados a carregar uma licença  e não podiam mover-se para onde quisessem.  Houve alguns movimentos para a abolição da escravatura, como também escritos interessantes como a novela de Harriet Beecher Stowe “ Uncle Tom’s Cabin”
( A cabana do Pai Tomás) que focava nacionalmente o problema da escravidão, mas muitos anos se passaram antes que a escravidão fosse abolida.

                                                       MOVIMENTOS PELA PAZ

Martin Luther King não foi o primeiro homem a organizar uma demonstração de não-violência  contra a segregação racial, a discriminação e a liberdade dos povos.
Muito anos antes, Gandhi havia feito esforços heróicos para libertar a Índia da Inglaterra e empregou uma variedade de técnicas, desde greves gerais a boicotes,
marchas, desobediência civil maciça e resistência passiva e não violenta.
Luther king organizou  muitas manifestações. Em 1963, ele liderou uma grande marcha em Birmingham, Alabama, para protestar contra a discriminação racial e em 28 de agosto do mesmo ano, mais de 200,000 pessoas marcharam com ele em Washington, D.C. exigindo os direitos civis dos negros. Em  parte pelo resultado dessa manifestação maciça, o Congresso passou o Ato Civil de Direitos em l964 e o Ato de Direito ao Voto em l965.
Nos anos 60, grupos pacifistas organizaram marchas e resistência não violenta para manifestando a oposição contra o envolvimento dos Estados Unidos na guerra do Vietnam e também pedindo o desarmamento e o fim da ameaça de guerra nuclear.

WHEN THE SAINTS GO MARCHING IN
Oh when the saints go marching in
Oh when the saints go marching in,
Oh Lord I want to be in that number,
When the saints go marching in.

Oh when the moon goes down in blood
Oh when the moon goes down in blood,
Oh Lord I want to be in that number,
When the moon goes down in blood.

And when the rebel nation comes,
And when the rebel nation comes,
Oh lord I want to be in that number,
When the rebel nation comes.

And when the trumpets have to call,
And when the trumpets have to call,
Oh Lord I want to be in that number,
When the trumpets have to call.

Oh when the saints go marching in
Oh when the saints go marching in,
Oh Lord I want to be in that number,
When the saint goes marching in

Esta canção, tradicionalmente um hino protestante, mais tarde tornou-se uma das maiores canções populares do Jazz. Muitos versos desta canção foram tocados por grandes artistas de jazz, entre eles Louis Armstrong e Lionel Hampton.
A frase “ The Rebel nation” – significa os estados sulinos, os estados escravagistas, que formaram a Confederação durante a Guerra Civil Americana nos Estados Unidos entre 1861 e 1865.


LOUIS ARMSTRONG

Daniel Louis Armstrong nasceu em New Orleans em 4 de Julho de 1900. Sua infância foi muito pobre e difícil. Aos 13 anos  ele foi enviado para um orfanato, aonde ele iniciou sua vida de músico. Na realidade, o instrutor musical do orfanato convidou Luis para juntar-se à banda da escola e Louis tocou tamborim, tambor e  “bugle” ( trompa, corneta ou clarim). Finalmente, ele tentou o cornetim. O jovem tornou-se o maior jazzman de todos os tempos, um gigante entre os músicos americanos de jazz.
Para muitas pessoas ele foi  “Satchmo”, o nome que  recebeu  por acaso quando um editor de um jornal britânico, erroneamente entendeu o nome como “satchelmouth”, originalmente dado a ele pela sua boca muito grande e sorridente. Mas qualquer que seja o nome pelo qual foi conhecido, seu trompete, sua voz grave, seu canto  ‘scat’ (o modo como ele usava sua voz para cantar variações sem ter o que dizer na melodia), aumentou o valor de Louis Armstrong para o mundo.  Por causa de Satchmo, o estilo do Jazz mudou.  Sua influência não somente trouxe uma nova liberdade rítmica ao músico,  e uma ênfase no solista de jazz e não no grupo.   Nunca antes na história da música negra um indivíduo dominou completamente essa arte.
O estilo de Louis Armstrong foi copiado por saxofonistas, trombeteiros, cantores, pianistas e por todos os instrumentalistas  que compõem jazz. Armstrong morreu em 6 de Junho de 1971.


GOSPEL

GOSPEL= EVANGELHO                             GOD= DEUS                                SPELL= PALAVRA

Palavra de Deus, gospe.... um nome moderno para a palavras daquele que vive desde e para todo o sempre!
Gospel é a evolução do Spirituals, que foi anterior ao Blues, cancões envangélicas ou salmos entoados pelos
escravos negros africanos que desembarcavam nos Estados Unidos. 
Os hinos evangélicos com arranjos começaram a aparecer mais ou menos nos anos 20 do século passado.
Contrário aos Spirituals, sua mensagem é de boas novas, mostra a alegria e as bênçãos de se estar vivendo,
agradece o perdão dos pecados e tem o propósito maior de LOUVAR A DEUS ACIMA DE TODAS AS
COISAS. É alegre e ritmado em sintonia com o livro dos Salmos onde diz:  "Façamos uma música alegre para o Senhor, cantemos com voz forte".

fonte: Spiritual - jazz - desconhecida
fonte: Gospel -Toque Teclado Fácil- Daise Publicações Musicais


terça-feira, 12 de abril de 2011

Arquitentando e compondo

Nosso blog coletivo está crescendo em assuntos e participantes.

Isso é ótimo!


E que em breve tenhamos mais pessoas inspiradas a nos auxiliar na nossa construção como grupo arquitentando nossas informações, ensaios e apresentações aqui no blog, além da cantoria =)




Figura daqui.


Por este motivo, foram realizadas algumas modificações para adequar o blog às nossas necessidades.


Nossa composição é a seguinte, no momento:




O blog "em si" está na aba-página chamada "Ensaios", e é nossa página principal.


Como blog podemos definir as nossas publicações datadas automaticamente pelo blogger. O que foi há algum tempo, estará nas postagens mais antigas e "mais abaixo" e, o mais recente estará no topo. Será interessante construir essa "memória" do grupo, além das apresentações, também teremos o que foi assuntado no ensaio.



A aba-página "Quem somos nós?" tem uma apresentação geral do coro, texto elaborado pelo Maestro R. Anzai.



Em "Onde já cantamos?", que ainda está em construção, pretendemos fazer um histórico das nossas apresentações, onde cantamos e quando cantamos.... quem sabe até mesmo com o repertório de cada apresentação... Não sabemos ainda.



A maior modificação pretendida, e, feita para facilitar a publicação dos nossos assuntos musicais é trazê-los da aba-página "Assuntos musicais" para o "corpo do blog".


Ao trazer os textos publicados em "Assuntos musicais" foi adicionada a categoria-marcador "assuntos musicais" e o link direto para acessar o que for publicado com esse marcador está logo no começo da página, encaminhando para tudo que já foi assuntado como aquecimento para os ensaios do coro. Assim, ficam mais fáceis as publicações do Maestro (que não precisa colocar mais data no que é publicado) e demais participantes, e mais prático de ser acessado por quem se interessar "apenas" por essa categoria.


Ou, seja, as publicações dos assuntos musicais ficarão no blog-ensaio, com um link para a categoria/marcadores "assuntos musicais" que aparece ao fim de cada postagem.



E, porque gostamos de festa, temos a nossa mais nova aba-página com os "Coralistas aniversariantes"...


Lembrando que o próprio grupo coral fez aniversário este mês - se não me engano, ficarei melhor informada no próximo ensaio, porque sou uma coralista-faltante-justificada, mas sempre presente de coração e virtualmente ligada. ;)



Que as mudanças facilitem nossas atuações!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Percussão

O bate-papo iniciou com o som de uma matraca. A mesma utilizada na época da revolução de 1932, quando o povo paulista fazia soar o artefato para afugentar as forças aliadas.





Esse assunto inspirou o grupo a falar sobre os instrumentos de percussão: os utilizados na música popular e os sinfônicos.


Instrumento de percussão é um instrumento musical cujo som é obtido através da percussão (impacto), raspagem ou agitação, com ou sem o auxílio de baquetas. Das formas de classificação de instrumentos musicais, esta é a menos precisa e a que possui a maior variedade de instrumentos, a maior parte dos quais possuem altura indeterminada (ou seja, não podem ser precisamente afinados). Esses são utilizados primordialmente com função rítmica, como é o caso da maior parte dos tambores, o triângulo e os pratos. Os instrumentos de percussão de altura definida, como os xilofones podem ser utilizados com função melódica e harmônica.





Embora haja uma variedade de instrumentos produzidos especificamente com essa finalidade, qualquer batuque feito com objetos comuns pode ser considerado como percussão. É possível assim fazer a percussão em uma música utilizando tampas de panela, potes de alimento, mesas, cadeiras, caixas, talheres, pratos, copos e mesmo objetos mais complexos como máquinas de escrever.


História


Os instrumentos de percussão são os mais antigos que existem. Em muitos sítios arqueológicos foram encontradas representações de pessoas dançando em torno de um tambor. Muitos objetos musicais também foram encontrados como toras de árvore fossilizadas, possivelmente usadas como tambores primitivos, e diversas versões de litofones, rochas de diversos tamanhos que eram dispostas sobre um tronco ou buraco no chão, usadas para produzir música melódica por percussão.




Pela forma de produção de som característica da maior parte desses instrumentos, o som possui um ataque de curta duração. O som vai quase que imediatamente do silêncio à sua intensidade máxima e sofre um decaimento também muito curto. A maior parte dos instrumentos de percussão possuem som de curta sustentação e param de vibrar muito rapidamente após o estímulo inicial cessar, mas essa não é sua característica fundamental, uma vez que existem instrumentos de percussão que emitem sons de longa duração, como os gongos e sinos.


Classificação


Embora coletivamente chamados de instrumentos de percussão, essa categoria pode ser subdividida por diversos critérios. As formas mais comuns de classificação dividem os instrumentos de percussão por definição do som (se podem produzir notas afinadas ou não), por método de execução (percussão, agitação ou raspagem) ou por elemento produtor de som (idiofones, membranofones e cordas percutidas). Uma vez que nenhuma dessas formas é completa, em geral elas são combinadas. Assim podemos dizer que um xilofone é um idiofone percutido de altura definida e que um Taiko é um membranofone percutido de altura indefinida.



Os instrumentos de percussão podem ser classificados de acordo com a possibilidade de produzirem sons de altura determinada ou indeterminada.




Altura indeterminada


Grande parte dos instrumentos de percussão são caracterizados pela ausência de escala, ou seja, produzem apenas um único som ou uma gama de sons muito reduzida. São utilizados precisamente pelo timbre e características sonoras que apresentam e geralmente possuem função puramente rítmica. Esses instrumentos produzem notas cuja altura não pode ser perfeitamente determinada, seja porque seus sons têm duração muito curta, seja por possuírem uma grande quantidade de parciais não harmônicos, ou ainda porque produzem variações aleatórias de altura ao longo de sua duração. Isso faz com que acompanhem bem, sem interferir na harmonia (sem que seus sons sejam percebidos como desafinados), canções compostas em qualquer tonalidade. São talvez a forma de instrumentos musicais mais antiga, dado que qualquer objeto consegue produzir sons simples: quer a bater, raspar, etc.




Entre eles podemos citar o agogô, afoxé, castanhola, chimbal, triângulo, blocos sonoros e muitos tipos de tambor.




Altura determinada


Instrumentos de percussão cuja vibração produz sons que obedecem à série harmônica (música) e permitem a perfeita afinação de suas notas. Muitos possuem diversos componentes, cada um afinado em uma altura diferente, como os carrilhões, xilofones ou timbales. Outros permitem a variação de afinação durante a execução como o tímpano ou, ainda que de forma limitada, alguns tipos de tom-tom e o berimbau. Estes instrumentos podem exercer papel melódico ou harmônico em uma canção. tecnicamente, qualquer instrumento de cordas pode ser executado por percussão e nesse caso estaria enquadrado nessa categoria (como o piano ou um violão com cordas percutidas).



Directamente percutidos


Instrumentos executados por impacto com o elemento produtor de som, quer seja uma pele, corda ou o próprio corpo do instrumento. Este é o meio mais comum de execução. A percussão pode ser executada com baquetas (como na bateria, gongos ou vibrafones) martelos (como alguns carrilhões), as mãos (como o bongô) ou o próprio corpo do instrumento (como as claves). Um teclado pode ser utilizado para provocar o impacto dos martelos, como na celesta ou no carrilhão.




Indiretamente percutidos


Agitação - Instrumentos cuja execução depende da agitação, com as mãos ou outro meio, de todo o instrumento, como o caxixi, ganzá, maracas e chocalhos.




Indirectamente percutidos

Fricção - Instrumentos em que a produção do som depende da fricção. Esta fricção pode ser realizada com baquetas (como no reco-reco e no guiro), ou com uma rede de contas, como o xequerê e o afoxé.




Por elemento produtor de som


De acordo com a classificação Hornbostel-Sachs, os instrumentos são classificados de acordo com o elemento que vibra para produzir o som. Neste sistema, os instrumentos de percussão podem ser classificados em idiofones, membranofones e cordofones.



Idiofone - É o próprio corpo do instrumento que vibra para produzir o som, sem a necessidade de nenhuma tensão. Esta categoria compreende a maior parte dos instrumentos executados por raspagem (como o reco-reco e o guiro), por agitação (como o chocalho, caxixi e ganzá), assim como muitos instrumentos diretamente percutidos de altura definida, como os xilofones, metalofones, carrilhões e o glockenspiel. Os blocos sonoros, claves e pratos são exemplos de idiofones directamente percutidos com altura indefinida.


Membranofones - Instrumentos em que é uma membrana tensionada (pele) que vibra para produzir o som. Em geral são membranas percutidas, que compreendem todos os tipos de tambores ou então membranas que vibram por atrito, como a sarronca. Podem ser de altura indefinida (como o atabaque ou o surdo) ou definida (como os tímpanos). Nem todos os membranofones são instrumentos de percussão. Alguns vibram por simpatia a outra fonte sonora e podem não ser enquadrados nesta categoria (como a cuíca, o kazoo, a pele do banjo ou o gopichand).




Cordofones - Instrumentos em que uma corda tensionada é percutida para produzir o som. Em geral são instrumentos de altura definida, como o piano, o clavicórdio, o saltério e alguns tipos de cítaras. As cordas são percutidas com baquetas ou martelos, com ou sem o auxílio de teclados. Todos os instrumentos de cordas podem ser executados por percussão, mas geralmente só são incluídos nessa categoria aqueles em que esta seja a forma principal de execução.




Instrumentos simples e compostos


Embora a maior parte dos instrumentos de percussão seja muito simples, alguns sendo compostos apenas de pequenos pedaços de madeira (como as claves), muitos instrumentos são compostos por diversas partes ou por diversos instrumentos com alturas ou registros diferentes. Um exemplo são os xilofones, que possuem diversas teclas, cada qual afinada em uma altura. Outro exemplo são os bongôs, congas ou tom-tons, que são sempre montados em grupos com registros diferentes.


Um caso especial é a bateria, composta de diversas partes com tipos, tamanhos e funções diferentes.
A seguir, algumas das mais diversa possibilidades de utilização da linguagem musical através de recursos percussivos:





















Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Instrumento_de_percuss%C3%A3o ______________________________________

quarta-feira, 30 de março de 2011

Vozes

O assunto de hoje é a voz humana nas suas diversas manifestações. Percebemos que as vozes são únicas e existem alguns fatores que influenciam no resultado sonoro. Em primeiro lugar, o fator étinico faz com que cada voz tenha sua particular sonoridade. Povos que possuem diferentes caixas cranianas, diferentes formatos de nariz/narina, diferentes tamanhos de caixas toráxicas possuem também diferentes sonoridades.

O idioma também influencia a produção sonora, podendo alguns povos terem uma sonoridade mais gutural (como os germânicos), outros tendendo a sonoridades mais nazais (orientais) e ainda sonoridades com ressonâncias mais expandidas (latinos).

É claro que todas essas variantes também são influenciadas pela cultura de cada povo, assim como sua tradição.


Tendo isto como ponto de partida, analisamos os timbres vocais que foram estabelecidos pela música ocidental.

Falamos das vozes trabalhadas que recebem papéis específicos nas óperas, por exemplo.


Soprano, Mezzo-soprano e contralto - para papéis femininos

Tenor, barítono e baixo - para papéis masculinos.


Essas vozes são as mais conhecidas, do ponto de vista solístico e coral, uma vez que são classificações já conhecidas pela maioria das pessoas que têm uma familiaridade com o universo vocal.


Mas existem algumas vozes que são raras, ou que podemos classificar de acordo com a tradição da música européia até do século XVIII.



São as vozes agudas que nesse período eram cantadas por vozes masculinas. Os grupos corais eram compostos por vozes masculinas - vozes adultas e infantis. No caso, os meninos que ainda não passaram pela puberdade, e com isso mantinham a voz aguda (sem a mudança vocal) cantavam como soprano e contralto.



Dessa forma, eles completavam a formação SATB:



Entre os meninos cantores, no entanto, poderia haver uma voz que se destacava como solista. Para preservar esta voz, que chamavam de 'voz de anjo' era realizada uma prática comum - a castração, isto é, uma cirurgia nos testículos que impedia a ação dos hormônios masculinos, resultando entre outras coisas, no impedimento do desenvolvimento da laringe do menino - resultando em uma voz infantil em um corpo de homem. Para esses homens com laringe infantil era dado o nome de castrato, no plural, castrati. Esta pratica ocorreu até o final do século XIX. O último castrato que se tem notícia foi Alessandro Moreschi (1858-1922). Ele foi o único solista que sofreu o processo de castração e que teve sua voz registrada em audio:




Existem outras categorias de vozes masculinas agudas utilizadas até os dias de hoje. O contratenor, uma voz masculina aguda inspirou muitos compositores do século XVIII.




Atualmente um nome se destaca no meio dos contratenores: Philippe Jaroussky.




Encontramos também, o sopranista (ou falsetista). Uma categoria de voz masculina aguda, que difere do castrato por ser uma voz trabalhada na região do falsete.




Grupos vocais masculinos também são muito comuns principalmente na Europa, onde existe uma tradição que se manteve desde o século XVII. Um desses grupos é o King Singers, que existe há 40 anos e que mantém a formação de SCTB - com vozes masculinas.



______________________________________________