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domingo, 26 de junho de 2011

Ensaio Aberto

Olá Amigos,



O Coral Vozes da Cantareira fará um Ensaio Aberto, sobre o tema escolhido para este Ano



ÁGUA,



no dia 29 de Junho às 19.30 h, no Auditório 1, térreo, na Faculdade Cantareira.



Convidamos vocês para assistir o nosso ensaio e participar da nossa Festinha de encerramento do 1º semestre logo após o término do Ensaio.



ATENCIOSAMENTE

CORAL VOZES DA CANTAREIRA

quinta-feira, 19 de maio de 2011

DA BOCA PARA DENTRO

Da boca para dentro

Cantar melhora a capacidade pulmonar, fortalece os músculos da barriga e do rosto, aumenta a resistência física e, ainda, relaxa; solte a sua voz




MANUELA MINNS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Cantar é divertido, quem não sabe. E é bem mais que isso: mexe com várias partes do corpo, faz bem à saúde.
Para começar, quem canta melhora a capacidade pulmonar e o sistema imunológico, fortalece a barriga e alivia o estresse.
O professor Graham Welch, especialista em Educação Musical da Universidade de Londres e pesquisador, diz que o canto ativa o corpo e a mente.
Cantar é uma atividade física, psicológica, social e musical. Diferentes sistemas modulares no cérebro são usados para lidar com as características musicais do canto, como o tom, o ritmo e as letras, e integrá-las.
"Há um entrelaçamento dos sistemas nervoso, endócrino e imunológico", diz ele.
O sistema nervoso é responsável pelo ato de cantar. Há também um envolvimento emocional com o som humano, desenvolvido na fase fetal, e um diálogo da pessoa com seu corpo, seu sistema respiratório e os espaços que oferecerá para essa voz soar.
"Cantar não é só da boca para fora. Todo instrumento tem espaço interno e externo de ressonância, inclusive o corpo. A voz preenche o corpo, a melodia e a letra que escolhemos", diz a fonoaudióloga Mônica Montenegro, professora da USP.
A neurologista Paula Viana Wackermann, que desenvolveu pesquisa pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto com cantores líricos, diz que a atividade induz a um estado de prazer.
O nível de cortisol (hormônio do estresse) fica reduzido, não importando se a pessoa é afinada ou não.
"A sensação de bem-estar é aumentada pelo efeito sociopsicológico de fazer música como parte de um grupo", completa Welch.
Mesmo quem canta sozinho, acompanhando um CD ou iPod, sente esses benefícios. O sentido de se envolver em uma atividade compartilhada permanece.
"Cansei de chegar triste ao karaokê e sair de lá muito bem", diz Jane Tapxure, 62 anos, dona de um pet shop.
Com o fim do casamento de 30 anos, ela passou dois anos deprimida, chorando no sofá. Até que uma amiga a chamou para cantar.
Jane, que é fã de mús ica italiana e Frank Sinatra, conta que voltou a sair de casa e a se arrumar. No karaokê, ela formou um grupo de amigos de idades variadas, que se encontra toda semana, comemora aniversários e faz festas temáticas, como Halloween e até do pijama.
"É uma farra. Lá você não é julgado por ninguém."

IMUNIDADE
A cantoria ativa os sistemas cardiovascular e respiratório. O aumento da ventilação e da capacidade pulmonar melhora o condicionamento físico e mental.
Os músculos abdominais ficam fortalecidos e os faciais, tonificados. Estudos sugerem que cantores têm sistema de defesa melhor.
"Acredita-se que estados mentais positivos e de relaxamento induzidos pelo canto sejam responsáveis por um aumento na secreção da imunoglobulina A, responsável pela defesa contra infecções bacterianas ou virais das vias aéreas superiores", explica a neurologista Paula Viana Wackermann.
Mesmo quem não quer ou não está em condições de soltar o gogó pode se beneficiar da cantoria alheia.
"Estudos apontam que escutar músicas prazerosas está relacionado à liberação de serotonina, que é o neuropeptídio da alegria, do prazer", afirma a neurologista Paula Wackermann.
O ato de fazer o bem ao próximo por meio do canto é praticado pelos hindus há séculos. As sessões de "kirtan", que são vocalizações de mantras em grupo, com instrumentos, são vistas como um ato de doação.

MEDITAÇÃO
A professora de canto indiano Ratnabali Adhikari, natural de Calcutá, Índia, explica que entoar mantras é um tipo de meditação.
Os mantras têm uma sequência sonora e uma representação significativa.
Quando cantados repetidamente, é como se mandássemos sinais positivos para os neurônios que, por sua vez, levam essa mensagem para o corpo todo.
"O mantra ajuda a focar a mente e deixá-la em equilíbrio com o corpo."
"Ao cantar em gr upo, as pessoas fazem bem a si mesmas e, espalhando essa harmonia pelo universo, beneficiam todos os outros seres", diz Ratnabali, que vive há 30 anos no Brasil.
A professora afirma que é preciso inspirar profundamente e, na expiração, entoar o mantra.
A coluna deve estar ereta para a energia vital, chamada de prana, fluir.
Entender o que se está cantando e pronunciar direito as palavras para não trocar seus significados é legal, ajuda a potencializar os benefícios dos mantras, segundo a professora indiana.
Mas não é preciso falar sânscrito nem entender a letra para tirar proveito de uma boa cantoria.


Cantoria para acordar o cérebro

Estudos mostram que aprender música antes dos sete anos provoca alterações cerebrais como aumento de sinapses e do tamanho do corpo caloso (região que faz a conexão entres os hemisférios). Isso melhora a capacidade de adaptação a novas condições e ajuda a reorganização cerebral, na eventualidade de alguma lesão.
A música estimula diferentes áreas cerebrais, levando a um melhor raciocínio espacial e matemático, além de maior habilidade verbal e coordenação motora.
A neurologista Paula Viana Wackermann frisa que é preciso estimular o cérebro sempre, mas, na infância, ele está mais maleável. Quanto mais cedo começa esse investimento, maior será o saldo positivo e maior a capacidade de assimilar novidades.
O selo de música infantil Palavra Cantada, criado em 1994 por Sandra Peres e Paulo Tatit, é um sucesso entre crianças, pais e educadores.
Para Tatit, a música exerce um fascínio irracional na criança e deve ser levada como uma brincadeira. "Muitas vezes as letras não fazem sentido, ou são cantadas errado. Mas não faz mal, o beneficio está no ato em si."
Seus CDs e DVDs já venderam mais de 1 milhão de cópias. "São brincadeiras que estimulam o lado intuitivo das crianças. Quando mais velhas, se quiserem, elas podem aprender a música de maneira mais formal."
Exercícios para aquecer a voz

A professora de canto Fernanda Gianesella, 54, que dá aula para músicos e não músicos, indica alguns exercícios de limpeza e aquecimento pré-cantoria.
Fazer o som de "brrrrr", como se estivesse com frio, é um deles. Essa vibração labial ajuda a renovar a mucosa das pregas vocais. Já o "trrrrrrrr", que imita um toque de telefone, é uma vibração lingual. "Qualquer pessoa pode fazer, principalmente quem fala muito e usa muito a voz, como cantores e professores."
Outra preparação é passar a língua entre os dentes e o lábio, fazendo um movimento circular, tanto para um lado quanto para o outro "Relaxa a língua e fluidifica a saliva, gerando um bem-estar vocal", diz a professora.
Cantar é 90% respiração. Para acordá-la, a dica é soprar imitando um inseticida, com jatos rápidos e curtos.
"Segurar a barriga para ficar com o estômago chapado, muito comum entre mulheres, não é bom. É preciso movimentar o diafragma", diz a professora.
Em karaokês, a pessoa vai do som mais grave ao mais agudo, saindo de sua zona de conforto. Para alongar a voz, ela recomenda cantar uma música qualquer de boca fechada, com os dentes afastados e a língua solta na boca.
Cantar e fazer técnicas vocais, que é uma espécie de musculação do aparelho fonador e respiratório, preserva a juventude da voz, que fica mais tônica e poderosa.
Ajudam a garantir boa voz ao longo da vida: não fumar e beber muita água.
Pigarrear é ruim, atrita as pregas vocais. "É importante pesquisar a origem do pigarro, pode ser refluxo, poluição e até alergia a perfumes e cosméticos", diz ela.
A neurologista Wackermann ressalva que o sistema re spiratório pode ficar fatigado se a pessoa não está preparada para cantar. Atividades físicas ajudam a ter um fôlego maior. E vice-versa.

postado 19/5/2011 - yv



quarta-feira, 4 de maio de 2011

O rio

O Rio
por Olavo Bilac
Poema publicado em Poesias Infantis


Da mata no seio umbroso,
No verde seio da serra,
Nasce o rio generoso,
Que é a providência da terra.

Nasce humilde, e, pequenino,
Foge ao sol abrasador;
É um fio d’água, tão fino,
Que desliza sem rumor.

Entre as pedras se insinua,
Ganha corpo, abre caminho,
Já canta, já tumultua,
Num alegre burburinho.

Agora o sol, que o prateia,
Todo se entrega, a sorrir;
Avança, as rochas ladeia,
Some-se, torna a surgir.

Recebe outras águas, desce
As encostas de uma em uma,
Engrossa as vagas, e cresce,
Galga os penedos, e espuma.

Agora, indômito e ousado,
Transpõe furnas e grotões,
Vence abismos, despenhado
Em saltos e cachoeirões.

E corre, galopa. cheio
De força; de vaga em vaga,
Chega ao vale, larga o seio,
Cava a terra, o campo alaga...

Expande-se, abre-se, ingente,
Por cem léguas, a cantar,
Até que cai, finalmente,
No seio vasto do mar...

Mas na triunfal majestade
Dessa marcha vitoriosa,
Quanto amor, quanta bondade
Na sua alma generosa!

A cada passo que dava
O nobre rio, feliz
Mais uma árvore criava,
Dando vida a uma raiz.

Quantas dádivas e quantas
Esmolas pelos caminhos!
Matava a sede das plantas
E a sede dos passarinhos...

Fonte de força e fartura,
Foi bem, foi saúde e pão:
Dava às cidades frescura,
Fecundidade ao sertão...

E um nobre exemplo sadio
Nas suas águas se encerra;
Devemos ser como o rio,
Que é providência da terra:

Bendito aquele que é forte,
E desconhece o rancor,
E, em vez de servir a morte,
Ama a Vida, e serve o Amor!

A vida

A Vida (Olavo Bilac)
Editar
Histórico A Vida
por Olavo Bilac
Poema publicado em Poesias Infantis


Na água do rio que procura o mar;
No mar sem fim; na luz que nos encanta;
Na montanha que aos ares se levanta;
No céu sem raias que deslumbra o olhar;
No astro maior, na mais humilde planta;
Na voz do vento, no clarão solar;
No inseto vil, no tronco secular,
— A vida universal palpita e canta!
Vive até, no seu sono, a pedra bruta...
Tudo vive! E, alta noite, na mudez
De tudo, – essa harmonia que se escuta
Correndo os ares, na amplidão perdida,
Essa música doce, é a voz, talvez,
Da alma de tudo, celebrando a Vida!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

As águas vão rolar

Este ano vamos trabalhar um repertório sobre água... e com novidades.

A justificativa do tema é bem simples: Água é vida.
Sem água, não teríamos vida da forma que conhecemos.

E as perguntas ficam:
Já parou e pensou no que aconteceria se você não tivesse mais acesso à água?
Qual é a sua relação com a água no cotidiano?
Você consegue enxergar onde as águas atuam e você não vê?



Além dessas, haveriam muitas outras perguntas a serem feitas sobre algo tão importante e presente em nossas vidas... Mas com o vídeo e as perguntas... já dá pra se refletir muito.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Arquitentando e compondo

Nosso blog coletivo está crescendo em assuntos e participantes.

Isso é ótimo!


E que em breve tenhamos mais pessoas inspiradas a nos auxiliar na nossa construção como grupo arquitentando nossas informações, ensaios e apresentações aqui no blog, além da cantoria =)




Figura daqui.


Por este motivo, foram realizadas algumas modificações para adequar o blog às nossas necessidades.


Nossa composição é a seguinte, no momento:




O blog "em si" está na aba-página chamada "Ensaios", e é nossa página principal.


Como blog podemos definir as nossas publicações datadas automaticamente pelo blogger. O que foi há algum tempo, estará nas postagens mais antigas e "mais abaixo" e, o mais recente estará no topo. Será interessante construir essa "memória" do grupo, além das apresentações, também teremos o que foi assuntado no ensaio.



A aba-página "Quem somos nós?" tem uma apresentação geral do coro, texto elaborado pelo Maestro R. Anzai.



Em "Onde já cantamos?", que ainda está em construção, pretendemos fazer um histórico das nossas apresentações, onde cantamos e quando cantamos.... quem sabe até mesmo com o repertório de cada apresentação... Não sabemos ainda.



A maior modificação pretendida, e, feita para facilitar a publicação dos nossos assuntos musicais é trazê-los da aba-página "Assuntos musicais" para o "corpo do blog".


Ao trazer os textos publicados em "Assuntos musicais" foi adicionada a categoria-marcador "assuntos musicais" e o link direto para acessar o que for publicado com esse marcador está logo no começo da página, encaminhando para tudo que já foi assuntado como aquecimento para os ensaios do coro. Assim, ficam mais fáceis as publicações do Maestro (que não precisa colocar mais data no que é publicado) e demais participantes, e mais prático de ser acessado por quem se interessar "apenas" por essa categoria.


Ou, seja, as publicações dos assuntos musicais ficarão no blog-ensaio, com um link para a categoria/marcadores "assuntos musicais" que aparece ao fim de cada postagem.



E, porque gostamos de festa, temos a nossa mais nova aba-página com os "Coralistas aniversariantes"...


Lembrando que o próprio grupo coral fez aniversário este mês - se não me engano, ficarei melhor informada no próximo ensaio, porque sou uma coralista-faltante-justificada, mas sempre presente de coração e virtualmente ligada. ;)



Que as mudanças facilitem nossas atuações!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Percussão

O bate-papo iniciou com o som de uma matraca. A mesma utilizada na época da revolução de 1932, quando o povo paulista fazia soar o artefato para afugentar as forças aliadas.





Esse assunto inspirou o grupo a falar sobre os instrumentos de percussão: os utilizados na música popular e os sinfônicos.


Instrumento de percussão é um instrumento musical cujo som é obtido através da percussão (impacto), raspagem ou agitação, com ou sem o auxílio de baquetas. Das formas de classificação de instrumentos musicais, esta é a menos precisa e a que possui a maior variedade de instrumentos, a maior parte dos quais possuem altura indeterminada (ou seja, não podem ser precisamente afinados). Esses são utilizados primordialmente com função rítmica, como é o caso da maior parte dos tambores, o triângulo e os pratos. Os instrumentos de percussão de altura definida, como os xilofones podem ser utilizados com função melódica e harmônica.





Embora haja uma variedade de instrumentos produzidos especificamente com essa finalidade, qualquer batuque feito com objetos comuns pode ser considerado como percussão. É possível assim fazer a percussão em uma música utilizando tampas de panela, potes de alimento, mesas, cadeiras, caixas, talheres, pratos, copos e mesmo objetos mais complexos como máquinas de escrever.


História


Os instrumentos de percussão são os mais antigos que existem. Em muitos sítios arqueológicos foram encontradas representações de pessoas dançando em torno de um tambor. Muitos objetos musicais também foram encontrados como toras de árvore fossilizadas, possivelmente usadas como tambores primitivos, e diversas versões de litofones, rochas de diversos tamanhos que eram dispostas sobre um tronco ou buraco no chão, usadas para produzir música melódica por percussão.




Pela forma de produção de som característica da maior parte desses instrumentos, o som possui um ataque de curta duração. O som vai quase que imediatamente do silêncio à sua intensidade máxima e sofre um decaimento também muito curto. A maior parte dos instrumentos de percussão possuem som de curta sustentação e param de vibrar muito rapidamente após o estímulo inicial cessar, mas essa não é sua característica fundamental, uma vez que existem instrumentos de percussão que emitem sons de longa duração, como os gongos e sinos.


Classificação


Embora coletivamente chamados de instrumentos de percussão, essa categoria pode ser subdividida por diversos critérios. As formas mais comuns de classificação dividem os instrumentos de percussão por definição do som (se podem produzir notas afinadas ou não), por método de execução (percussão, agitação ou raspagem) ou por elemento produtor de som (idiofones, membranofones e cordas percutidas). Uma vez que nenhuma dessas formas é completa, em geral elas são combinadas. Assim podemos dizer que um xilofone é um idiofone percutido de altura definida e que um Taiko é um membranofone percutido de altura indefinida.



Os instrumentos de percussão podem ser classificados de acordo com a possibilidade de produzirem sons de altura determinada ou indeterminada.




Altura indeterminada


Grande parte dos instrumentos de percussão são caracterizados pela ausência de escala, ou seja, produzem apenas um único som ou uma gama de sons muito reduzida. São utilizados precisamente pelo timbre e características sonoras que apresentam e geralmente possuem função puramente rítmica. Esses instrumentos produzem notas cuja altura não pode ser perfeitamente determinada, seja porque seus sons têm duração muito curta, seja por possuírem uma grande quantidade de parciais não harmônicos, ou ainda porque produzem variações aleatórias de altura ao longo de sua duração. Isso faz com que acompanhem bem, sem interferir na harmonia (sem que seus sons sejam percebidos como desafinados), canções compostas em qualquer tonalidade. São talvez a forma de instrumentos musicais mais antiga, dado que qualquer objeto consegue produzir sons simples: quer a bater, raspar, etc.




Entre eles podemos citar o agogô, afoxé, castanhola, chimbal, triângulo, blocos sonoros e muitos tipos de tambor.




Altura determinada


Instrumentos de percussão cuja vibração produz sons que obedecem à série harmônica (música) e permitem a perfeita afinação de suas notas. Muitos possuem diversos componentes, cada um afinado em uma altura diferente, como os carrilhões, xilofones ou timbales. Outros permitem a variação de afinação durante a execução como o tímpano ou, ainda que de forma limitada, alguns tipos de tom-tom e o berimbau. Estes instrumentos podem exercer papel melódico ou harmônico em uma canção. tecnicamente, qualquer instrumento de cordas pode ser executado por percussão e nesse caso estaria enquadrado nessa categoria (como o piano ou um violão com cordas percutidas).



Directamente percutidos


Instrumentos executados por impacto com o elemento produtor de som, quer seja uma pele, corda ou o próprio corpo do instrumento. Este é o meio mais comum de execução. A percussão pode ser executada com baquetas (como na bateria, gongos ou vibrafones) martelos (como alguns carrilhões), as mãos (como o bongô) ou o próprio corpo do instrumento (como as claves). Um teclado pode ser utilizado para provocar o impacto dos martelos, como na celesta ou no carrilhão.




Indiretamente percutidos


Agitação - Instrumentos cuja execução depende da agitação, com as mãos ou outro meio, de todo o instrumento, como o caxixi, ganzá, maracas e chocalhos.




Indirectamente percutidos

Fricção - Instrumentos em que a produção do som depende da fricção. Esta fricção pode ser realizada com baquetas (como no reco-reco e no guiro), ou com uma rede de contas, como o xequerê e o afoxé.




Por elemento produtor de som


De acordo com a classificação Hornbostel-Sachs, os instrumentos são classificados de acordo com o elemento que vibra para produzir o som. Neste sistema, os instrumentos de percussão podem ser classificados em idiofones, membranofones e cordofones.



Idiofone - É o próprio corpo do instrumento que vibra para produzir o som, sem a necessidade de nenhuma tensão. Esta categoria compreende a maior parte dos instrumentos executados por raspagem (como o reco-reco e o guiro), por agitação (como o chocalho, caxixi e ganzá), assim como muitos instrumentos diretamente percutidos de altura definida, como os xilofones, metalofones, carrilhões e o glockenspiel. Os blocos sonoros, claves e pratos são exemplos de idiofones directamente percutidos com altura indefinida.


Membranofones - Instrumentos em que é uma membrana tensionada (pele) que vibra para produzir o som. Em geral são membranas percutidas, que compreendem todos os tipos de tambores ou então membranas que vibram por atrito, como a sarronca. Podem ser de altura indefinida (como o atabaque ou o surdo) ou definida (como os tímpanos). Nem todos os membranofones são instrumentos de percussão. Alguns vibram por simpatia a outra fonte sonora e podem não ser enquadrados nesta categoria (como a cuíca, o kazoo, a pele do banjo ou o gopichand).




Cordofones - Instrumentos em que uma corda tensionada é percutida para produzir o som. Em geral são instrumentos de altura definida, como o piano, o clavicórdio, o saltério e alguns tipos de cítaras. As cordas são percutidas com baquetas ou martelos, com ou sem o auxílio de teclados. Todos os instrumentos de cordas podem ser executados por percussão, mas geralmente só são incluídos nessa categoria aqueles em que esta seja a forma principal de execução.




Instrumentos simples e compostos


Embora a maior parte dos instrumentos de percussão seja muito simples, alguns sendo compostos apenas de pequenos pedaços de madeira (como as claves), muitos instrumentos são compostos por diversas partes ou por diversos instrumentos com alturas ou registros diferentes. Um exemplo são os xilofones, que possuem diversas teclas, cada qual afinada em uma altura. Outro exemplo são os bongôs, congas ou tom-tons, que são sempre montados em grupos com registros diferentes.


Um caso especial é a bateria, composta de diversas partes com tipos, tamanhos e funções diferentes.
A seguir, algumas das mais diversa possibilidades de utilização da linguagem musical através de recursos percussivos:





















Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Instrumento_de_percuss%C3%A3o ______________________________________

quarta-feira, 30 de março de 2011

Vozes

O assunto de hoje é a voz humana nas suas diversas manifestações. Percebemos que as vozes são únicas e existem alguns fatores que influenciam no resultado sonoro. Em primeiro lugar, o fator étinico faz com que cada voz tenha sua particular sonoridade. Povos que possuem diferentes caixas cranianas, diferentes formatos de nariz/narina, diferentes tamanhos de caixas toráxicas possuem também diferentes sonoridades.

O idioma também influencia a produção sonora, podendo alguns povos terem uma sonoridade mais gutural (como os germânicos), outros tendendo a sonoridades mais nazais (orientais) e ainda sonoridades com ressonâncias mais expandidas (latinos).

É claro que todas essas variantes também são influenciadas pela cultura de cada povo, assim como sua tradição.


Tendo isto como ponto de partida, analisamos os timbres vocais que foram estabelecidos pela música ocidental.

Falamos das vozes trabalhadas que recebem papéis específicos nas óperas, por exemplo.


Soprano, Mezzo-soprano e contralto - para papéis femininos

Tenor, barítono e baixo - para papéis masculinos.


Essas vozes são as mais conhecidas, do ponto de vista solístico e coral, uma vez que são classificações já conhecidas pela maioria das pessoas que têm uma familiaridade com o universo vocal.


Mas existem algumas vozes que são raras, ou que podemos classificar de acordo com a tradição da música européia até do século XVIII.



São as vozes agudas que nesse período eram cantadas por vozes masculinas. Os grupos corais eram compostos por vozes masculinas - vozes adultas e infantis. No caso, os meninos que ainda não passaram pela puberdade, e com isso mantinham a voz aguda (sem a mudança vocal) cantavam como soprano e contralto.



Dessa forma, eles completavam a formação SATB:



Entre os meninos cantores, no entanto, poderia haver uma voz que se destacava como solista. Para preservar esta voz, que chamavam de 'voz de anjo' era realizada uma prática comum - a castração, isto é, uma cirurgia nos testículos que impedia a ação dos hormônios masculinos, resultando entre outras coisas, no impedimento do desenvolvimento da laringe do menino - resultando em uma voz infantil em um corpo de homem. Para esses homens com laringe infantil era dado o nome de castrato, no plural, castrati. Esta pratica ocorreu até o final do século XIX. O último castrato que se tem notícia foi Alessandro Moreschi (1858-1922). Ele foi o único solista que sofreu o processo de castração e que teve sua voz registrada em audio:




Existem outras categorias de vozes masculinas agudas utilizadas até os dias de hoje. O contratenor, uma voz masculina aguda inspirou muitos compositores do século XVIII.




Atualmente um nome se destaca no meio dos contratenores: Philippe Jaroussky.




Encontramos também, o sopranista (ou falsetista). Uma categoria de voz masculina aguda, que difere do castrato por ser uma voz trabalhada na região do falsete.




Grupos vocais masculinos também são muito comuns principalmente na Europa, onde existe uma tradição que se manteve desde o século XVII. Um desses grupos é o King Singers, que existe há 40 anos e que mantém a formação de SCTB - com vozes masculinas.



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quarta-feira, 23 de março de 2011

Cordas

Muito bem. Agora, vamos falar um pouco sobre os instrumentos de corda. Conhecemos os modernos: o violino, a viola, o violoncelo e o contrabaixo. Mas é importante lembrar que antes desses instrumentos tornarem-se parte importante de uma orquestra, existiram outros. O primeiro instrumento de corda do qual se tem conhecimento é o Arco musical cuja origem é situada entre 35 e 15 mil anos a.C. Os instrumentos de corda tensionada mais antigos registrados são nove liras e três harpas encontradas numa tumba em Ur na Mesopotâmia datando de 2.600 a.C. Pinturas em paredes e efígies em cerâmica, madeira ou metal indicam a presença de tais instrumentos em época próxima no Egito Antigo e em ilhas do Mar Egeu. As representações dão a enteder que as liras tinham funções musicais de caráter religioso ou poético, enquanto que as harpas visavam o entertenimento e o erotismo. Os instrumentos que deram origem aos modernos violino, violão, guitarra, violoncelo se origiram do alaúde, utilizado inicialmente por pastores, que surgiu em época posterior.[1] Os instrumentos de cordas são importantes na história da música ocidental pois foi com um instrumento constituído de uma única corda, o monocórdio, que os filósofos e matemáticos da escola pitagórica descobriram todos os princípios matemáticos que regem os intervalos, escalas e a harmonia, dando origem ao estudo da teoria musical há mais de dois mil anos. A viola da gamba, ou violone, é qualquer um dos instrumentos de corda com traste desenvolvido no século XV, e usado principalmente na Renascença e no Barroco. A família se relaciona e descende da vihuela, um instrumento de cordas pinçadas, semelhante ao violão. Alguma influência no seu desenvolvimento, nem que seja apenas na maneira de tocar, se deve ao rabab mourisco. Os Vihuelistas começaram a tocar com o arco seu instrumento plano na segunda metade do século XV. Em duas ou três décadas este evoluiu para um instrumento de cordas totalmente novo, tocado com o arco que retinha muito das características originais da vihuela, de cordas pinçadas: uma parte traseira plana, cintura com concavidade acentuada, trastes, laterais finas e uma entonação idêntica – tanto que em castelhano é chamada de vihuela de arco. Devido a seu tamanho, comparativamente grande, este novo instrumento era segurado em pé, encostado no colo ou entre as pernas, semelhante à postura para tocar o violoncelo. Este costume originou o nome em italiano do instrumento viola da gamba, significando "viola de perna", o que também ajudou a diferenciá-lo de outro instrumento visualmente semelhante somente mais antigo e distantemente aparentado, da família do violino, que os italianos chamavam de viola da braccio (significando, literalmente, "viola de braço") Em termos de popularidade, a viola da gamba só perde para o alaúde, embora alguns possam questionar esta classificação, e, como o alaúde, era tocada por pessoas comuns, que atuavam como músicos amadores. Casas de pessoas importantes costumavam ter o que era chamado de cesto de violas da gamba, que podia conter um ou mais instrumentos de cada tamanho. Os conjuntos de viola da gamba, chamados consorts eram comuns nos séculos XVI e XVII, quando eram interpretadas canções em grupo ou verse anthem, um tipo de canção coral diferente dos motetos (chamados também de full anthen), e obras instrumentais. Apenas as gamba soprano, tenor e baixo eram integrantes regulares do conjunto (consort) de violas da gamba que, por sua vez, podia se compor de três a seis instrumentos. Esses conjuntos e a música composta para eles eram muito populares na Inglaterra, no período elizabetano, com compositores como William Byrd, John Dowland e durante o reinado do Rei Charles I, por compositores como John Jenkins e William Lawes. As últimas músicas compostas para conjuntos de violas da gamba foram provavelmente as escritas no início dos anos 1680 por Henry Purcell. A viola da gamba baixo continuou a ser usada no século XVIII como um instrumento solista e para complementar o cravo no baixo contínuo. Foi o instrumento favorito de Luís XIV e ficou associado à corte e à França (como o violino à Itália). Compositores como Marin Marais, Johann Sebastian Bach, Antoine Forqueray, e Karl Friedrich Abel escreveram músicas complexas para virtuoses do instrumento. Entretanto, as violas da gamba foram caindo no desuso à medida que as salas de concerto ficaram maiores e a tonalidade mais alta e mais penetrante dos instrumentos da família do violino se tornou mais popular. Nos últimos cem anos, mais ou menos, a viola da gamba e seu repertório foram revividos pelos entusiastas de música barroca e de música renascentista, um de seus primeiros entusiastas tendo sido Arnold Dolmetsch. Hoje, a viola da gamba atrai cada vez mais o interesse do público, especialmente dos músicos amadores. Isso talvez aconteça devido ao aumento da disponibilidade de instrumentos a preços razoáveis construídos por fabricantes que utilizam técnicas mais automatizadas de produção, bem como devido à maior facilidadede acesso a partituras com músicas para o instrumento. Além disso, a viola da gamba é tida como o instrumento ideal para alunos adultos; Percy Scholes escreveu que o repertório da viola da gamba "pertence a uma era em que a musicalidade era mais importante do que o virtuosismo". Existem, atualmente, muitas associações para pessoas com interesse na viola da gamba. A primeira (na Europa) foi a The Viola da Gamba Society, criada no Reino Unido em 1948 mas com sócios de todo o mundo. Desde então sociedades semelhantes foram criadas em vários outros países. Um museu de instrumentos musicais históricos, foi criado pelo prof. José Vázquez da Universidade de Viena, com o objetivo de ser um centro de reavivamento desses instrumentos. Mais de 100 instrumentos, incluindo 50 violas da gamba em perfeitas condições, são de propriedade deste novo conceito de museu: en:Orpheon - Museum of Historical Instruments. Todos os instrumentos deste museu podem ser vistos em exposições temporárias [2] e são tocados pelos membros da Orquestra Barroca Orpheon, do Orpheon consort ou por por músicos que os recebem como empréstimo permanente. São copiados por fabricantes de violino, contribuindo para a difusão do conhecimento geral da viola da gamba que se possui hoje, suas formas e as diferentes técnicas utilizadas na sua fabricação. O filme de 1991 Tous les matins du monde de Alain Corneau, baseado na vida de Monsieur de Sainte-Colombe e Marin Marais, revelou para novas audiências a música desses compositores para viola da gamba. A trilha sonora do filme inclui interpretações de Jordi Savall, talvez o gambista atual mais conhecido.

A família das violas:




Pardessus de viole






Viola da gamba soprano




Viola da gamba tenor






Viola da gamba baixo




Violone
Consulte também: http://vdgsa.org/pgs/video.html
Os instrumentos de corda modernos:

O violino apareceu na Itália durante a primeira metade do séc. XVI. Para tocá-lo, o instrumentista segura o violino de maneira a colocá-lo entre o ombro e o lado esquerdo do queixo, e apesar de as cordas poderem ser postas em vibração quando são dedilhadas com as pontas dos dedos (pizzicato), a maneira mais comum de fazê-las vibrar é passando o arco transversalmente nelas. O arco é uma vareta de madeira ao longo da qual são esticados mais de 200 fios de crina de cavalo, e antes que o arco possa ser usado é necessário passar uma resina na crina, chamado Breu, para uma maior aderência desta às cordas. A viola é um sétimo maior que o violino e ligeiramente mais pesada. Como o violino, é colocada debaixo do queixo para ser tocada, mas como o seu comprimento é maior, o instrumentista precisa estender um pouco mais o braço esquerdo para tocá-la. As cordas da viola são mais compridas e mais grossas em comparação com as do violino, e consequentemente, possui um som mais grave que se situa entre o violino e o violoncelo. O fato das cordas serem um pouco mais grossas que as do violino, confere à viola um timbre um pouco mais escuro e rico, menos brilhante que o violino, a corda mais grave da viola é uma quinta abaixo da corda mais grave do violino. O violoncelo é também muito conhecido pelo nome de cello, que constitui o diminutivo do termo em italiano. Ele é obviamente grande demais para ser colocado sob o queixo como o violino e a viola, por isso o violoncelo é sustentado, e levemente apertado pelas partes internas dos joelhos do executante, apoiando-se no solo por uma vareta regulável de metal chamado espigão. O violoncelo tem a maior extensão de todos os instrumentos de cordas, cobrindo quase quatro oitavas. Por possuir cordas mais longas e grossas, e de ser maior que o violino e a viola, o violoncelo tem um som cheio e penetrante, seu timbre é gloriosamente intenso e rico, as quatro cordas do violoncelo são afinadas uma oitava abaixo da viola. O contrabaixo, também conhecido pelo diminutivo baixo, é muito maior que o violoncelo, portanto, suas cordas são ainda mais longas e grossas. Para tocar o contrabaixo, é necessário que o instrumentista ou fique de pé ou parcialmente sentado em um banco ou tamborete bem alto. Hoje em dia, os baixos possuem quatro cordas, e às vezes, cinco, essa quinta corda alcançando o dó grave e desse modo situando a extensão do contrabaixo uma oitava abaixo do violoncelo. O contrabaixo pode ser também tocado com arco, porém, seu som tocado com a ponta dos dedos (pizzicato) é muito característico e conhecido. Os contrabaixos dão profundidade e ressonância ao naipe das cordas e praticamente a toda orquestra.



Violino




Viola




Violoncelo




Contrabaixo
Veja também: http://pt.wikipedia.org/wiki/Instrumento_de_cordas http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_dos_instrumentos_de_corda ________________________________________________

quarta-feira, 16 de março de 2011

Instrumentos de sopro

Os instrumentos de sopro foram o tema do bate-papo antes do ensaio do coro. Instrumentos de sopro são instrumentos musicais em que o som é produzido pela vibração de uma coluna de ar. Na organologia moderna que utiliza a classificação Hornbostel-Sachs, os instrumentos de sopro formam uma subcategoria da classe dos aerofones identificada pelo código 42. De modo geral, a afinação dos instrumentos de sopro dependem do tamanho dos tubos (quando existentes). Quanto maior é o instrumento, mais baixa é a afinação e mais grave é a sonoridade. Em instrumentos que não possuem tubos, como a gaita, o acordeão e outros instrumentos de palheta livre, a afinação depende do tamanho da palheta. O timbre destes instrumentos depende em geral do meio de produção de som (palhetas, lábios, arestas), do formato e do comprimento dos tubos. Muitos dos instrumentos de sopro são transpositores. Isso significa que, por razões de construção, a afinação destes instrumentos não se baseia na fundamental Dó, mas em outras notas (as mais comuns são Si♭, Mi♭ e Fá). Como as partituras são feitas geralmente como se o instrumento fosse afinado em Dó, a nota que soa não é a mesma que está escrita. Por essa razão, sempre que um instrumento de sopro é descrito sua afinação é especificada (por exemplo: trompa em Fá, clarinete em Si♭). Funcionamento Um instrumento de sopro funciona pela vibração de uma coluna de ar. Em alguns dos instrumentos esta coluna é contida em um ou mais tubos que servem para definir a altura do som e também para amplificá-lo. Em geral quando existe um tubo de tamanho fixo, só as notas da série harmônica são executáveis. Para controlar a altura da nota obtida o executante deve:

  • Variar a intensidade (e às vezes o ângulo) de entrada do ar no instrumento para alternar entre as notas da série harmônica.

  • Alterar o comprimento efetivo do tubo. Isso pode ser feito por válvulas de movimento linear (pistões) ou rotativas (como nos trompetes e na trompa) ou variando o comprimento do tubo por um mecanismo deslizante (vara) - como no trombone.

  • Introduzir furos ao longo do tubo, que permitem aumentar ou diminuir o comprimento de onda ou anular certas harmônicas. Este tipo de mecanismo é usado nas madeiras, como as flautas, clarinetes, saxofones, etc.
Algumas técnicas Em muitos casos é possível alterar também o timbre do instrumento ou a articulação das notas: sons diferentes podem ser obtidos ao usar meios alternativos de produção de som e em muitos casos são usados acessórios.

  • Surdina - Na maior parte dos metais, é possível utilizar surdinas, que ao serem encaixadas na câmpanula do instrumento, criam uma obstrução à saída do ar e, ao absorver algumas freqüências, tornam o som abafado. Efeito semelhante pode ser obtido na trompa pela própria mão do trompista que é inserida totalmente na campânula (efeito conhecido como bouché). Muitas vezes os trompetistas usam um lenço de tecido ao invés de uma surdina para obter o efeito de um instrumento tocado à distância.

  • Whaa-whaa - efeito usado sobretudo por trompetistas e trombonistas no jazz, às vezes para obter um efeito cômico. O músico tampa a campânula do instrumento com a mão espalmada e, durante a nota, move a mão para a frente e para trás obtendo uma variação de timbre e altura simultâneos, como se o instrumento "falasse" uáá-uáá.

  • Mirlitão - Se uma membrana (ou mesmo um pedaço de papel) for adaptada na boquilha de uma flauta ela vai vibrar solidariamente à nota principal ou ao canto e um som bem diferente, semelhante ao de um instrumento de palheta, pode ser obtido. Este tipo de membrana é chamado de mirlitão. Há um instrumento de brinquedo chamado flauta de mirlitão, mas na verdade este tipo de efeito pode ser aplicado a qualquer flauta.

  • Acordes em instrumentos melódicos - O instrumentista pode cantar uma nota ao mesmo tempo que produz uma nota pelo meio tradicional do instrumento. O resultado vai ser semelhante a um acorde de duas (e em alguns casos até de três notas, devido a uma ilusão auditiva). Esta técnica é possível na tuba, trompa e trombone sobretudo no registro mais grave desses instrumentos. Também é possível cantar notas na flauta.

  • Flaterzung - Também na flauta é possível produzir um tremolo ao soprar fazendo um som de rrr ou de frr com os lábios ou com a língua entre os lábios. Este efeito pode ser usado em qualquer estilo musical mas é mais comum na música popular. O frulato combinado ao canto é uma das marcas registradas de Ian Anderson, flautista e vocalista do grupo Inglês Jethro Tull.

  • Legato e portamento - Várias notas ligadas podem ser tocadas em um único sopro. Ligaduras de portamento podem ser obtidas ao tocar várias notas sem interromper totalmente o sopro entre cada uma delas.

  • Staccato - O sopro é totalmente interrompido pela língua entre uma nota e a próxima. Em muitos casos o músico articula a língua como se dissesse tá-tá-tá. No stacato duplo, usado em passagens muito rápidas, o músico articula como se dissesse tá-ca-tá-ca.

  • Respiração circular - Uma das técnicas mais difíceis de dominar. O músico armazena na boca e libera lentamente o ar, sem interromper o sopro, ao mesmo tempo que inspira pelo nariz. Permite sustentar uma mesma nota por um longo tempo ou executar longas frases sem interrupções. Faz parte da técnica padrão do didjeridu, mas tembém é bastante utilizada por virtuoses de qualquer outro instrumento de sopro.
Classificação Há várias maneiras de classificar os instrumentos de sopro. A forma mais comum, derivada da formação de uma orquestra sinfônica divide os instrumentos em metais e madeiras. O que permite a classificação de um instrumento como metal ou madeira é o seu timbre. A diferença entre o timbre dos instrumentos de sopro se dá pela relação entre o comprimento e a conicidade do tubo empregado na sua construção. Nos metais, o tubo é muito extenso em relação à sua baixa conicidade, e o pequeno comprimento em relação à conicidade é uma propriedade do naipe das madeiras. Metais Este grupo compreende os instrumentos em que o som é produzido pela vibração direta dos lábios do executante sobre um bocal. O termo refere-se, portanto, à forma de produção sonora e não ao material de fabricação. Existem instrumentos classificados como metais que são feitos de outros materiais, como o shofar, feito de chifre de carneiro. Os metais mais comuns são: trombone, trompa, bombardino, tuba, sousafone, trompete, fliscorne e corneta de pistões. O oficleide foi o precursor da tuba. Madeiras Assim como o caso dos metais, o termo madeiras, refere-se à forma de execução e não ao material de que o instrumento é feito. Muitas das "madeiras" são feitas de plástico ou metal. São subdivididos de acordo com a forma de produção de som:

  • Palhetas simples: Instrumentos que utilizam uma palheta apoiada sobre uma boquilha como meio produtor de som. O músico toca fazendo o ar passar entre o batente da boquilha e a palheta, provocando sua vibração. Os principais instrumentos desse grupo são: a família dos saxofones (composta por sopranino, soprano, alto, contralto, tenor, barítono e baixo) e a família dos clarinetes (o próprio clarinete — em Si♭ ou Lá, a requinta — uma oitava acima e o clarinete baixo ou clarone — uma oitava abaixo)

  • Palhetas duplas: Possuem uma palheta constituída por duas lâminas finas de bambu, apoiadas uma sobre a outra e fixadas ao instrumento por um tubo cilíndrico (tudel). O Instrumentista toca fazendo o ar passar entre as duas palhetas e provocando sua vibração. Os mais conhecidos são os oboés e os fagotes.

  • Flautas: Família de instrumentos em que o som é produzido por vibração do ar contra uma aresta. Pode ser de embocadura aberta, como as flautas transversais ou fechada, como o apito e a flauta doce (ou flauta de bisel). As flautas não são sempre feitas de madeira, podem também ser de metal (a flauta transversal geralmente é de níquel, prata ou ouro) ou de plástico (como algumas flautas doces). Este grupo inclui ainda a quena, a flauta de pan, a zampronha, o flautim ou flauta piccolo, o pífano (ou pífaro) e os tubos flautados dos órgãos.
Outras classificações A classificação em madeiras e metais é eurocêntrica e apropriada à música erudita, mas deixa de fora uma variedade de instrumentos que não fazem parte da orquestra clássica. Por isso, muitos musicólogos defendem a classificação apenas pelo meio produtor de som:

  • Embocadura: O som é produzido pela vibração dos lábios do executante. Inclui todos os metais citados acima e mais os didjeridus, berrantes e trompas de chifre ou madeira, entre outros.

  • Palhetas: divididos em: Palheta simples: Os mesmos já citados acima. Palhetas duplas: Os mesmos já citados acima, mais a gaita de foles e vários instrumentos orientais como o surnay, o duduk e o hojok. Palhetas livres: O som é produzido pela vibração livre de uma palheta dentro de uma cavidade, provocada pela passagem do ar. Normalmente não possuem tubos e a afinação depende do tamanho da palheta. Alguns musicólogos consideram que este tipo de instrumento é na verdade uma variação dos idiofones ou lamelafones. Inclui as gaitas, o sheng e vários instrumentos de foles (acordeão, concertina, bandoneón, entre outros) e os tubos palhetados dos órgãos.

  • Arestas: Que compreende todas as flautas já descritas acima. Divide-se em: Flautas de embocadura aberta: Flauta transversal, flauta de pan, pífano, shakuhachi etc. Flautas de embocadura fechada: flauta doce/flauta de bisel, apito, pennywistle, ocarina, entre outros.

Texto extraído integralmente de http://pt.wikipedia.org/wiki/Instrumento_de_sopro Para fotos e especificações de cada instrumento: http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Instrumentos_de_sopro

quinta-feira, 3 de março de 2011

Instrumentos de teclado em geral

Assunto do dia: cravos, espinetas, instrumentos de teclado em geral.

Percorrendo um pouco a história da música, encontramos tais instrumentos divididos em três categorias básicas: instrumentos de teclado com cordas pinçadas, marteladas e com tubos e vento.

Cada um desses instrumentos foi criado e desenvolvido de acordo com um período específico da história da música, caracterizando seu repertório.

Os instrumentos de teclado com sistema de tubos e vento, têm como seu representante o órgão, que é considerado o mais antigo dos intrumentos de teclado. Sua invenção é atribuída ao engenheiro grego Ctesíbio, que viveu durante o século III a.C. Documentos escritos, não muito depois de sua época, descrevem-lhe o invento como "uma das maravilhas do mundo" e dão a entender que o órgão por ele construído estava possivelmente baseado na idéia de utilizar mecanicamente a provisão de ar que era levado para um imenso jogo de tubos. Estava, pois, o ar armazenado em um 'someiro' e já havia inclusive um teclado que controlava a sua saída para os tubos.

O instrumento de Ctesíbio ficou conhecido como hidraulos (palavra construída com os vocábulos gregos que significam água e tubo), pois era a água que mantinha a pressão constante do ar no someiro. Durante o século IV d.C., o princípio hidráulico começou a ser substituído pelo pneumático (do grego, 'vento'), no qual o fornecimento de ar se fazia por meio de foles - sistema utilizado até os dias atuais.

Já os instrumentos de teclado com cordas pinçadas possuem um mecanismo que produz o som beliscando as cordas - ao acionar uma tecla, a mesma levanta uma pequena régua chamada saltarelo, que possui uma pequena palheta (chamada unha), que belisca a corda. Quando este saltarelo desce, a unha é recolhida por um sistema mecânico e um pequeno feltro abafa o som da corda. Isto ocorre em todas as teclas do instrumento. Temos como representantes dessa família de teclas o virginal, a espineta e o cravo. O que difere cada um deles é o repertório destinado, a construção e as possibilidades timbrísticas de cada um.

O virginal (em inglês, virginals) possui um único jogo de cordas e uma corda para cada nota. A peça "A Hornepype" de Hugh Aston (c.1485-1558) é uma das três mais antigas peças que se sabe terem sido escritas especialmente para virginal. Seu manuscrito data aproximadamente de 1530.







A espineta também possui somente um jogo de cordas e uma corda para cada nota. Foi denominada assim na Inglaterra do século XVII.

Este instrumento tornou-se popular na Inglaterra, sobretudo no período qua vai do final do século XVII até as últimas décadas do século XVIII. Henry Purcell (1659-1695) foi um dos compositores significativos para espineta.








Já o cravo foi desenvolvido durante o século XV (a primeira menção deste instrumento data de 1397). Os primeiros cravos possuiam apenas um manual (teclado). Já as versões deste instrumento construídas depois do século XVII podem contar com um ou dois manuais, apresentando também dois, três ou mesmo quatro jogos de cordas completos soando simultaneamente, isto é, cada tecla do instrumento pode beliscar de uma a quatro cordas simultaneamente, proporcionando um grande leque de possibilidades sonoras e timbrísticas.









Dando sequência, os instrumentos de cordas percutidas começaram a aparecer no início do século XVIII.

Embora não sejam conhecidos os dados do clavicórdio no seu passado mais remoto, ele já existia no princípio do século XV. O clavicórdio é o que tem a ação ou mecanismo produtor de som mais simples. Fixada na extremidade de cada tecla, se acha uma pequena lâmina de bronze, na vertical, chamada tangente. Quando a tecla é acionada, a sua extremidade oposta se levanta, tal como uma gangorra, fanzando a tangente percutir o par de cordas, logo acima. A tangente, até que seja solta, permanece exercendo pressão sobre as cordas.






Em 1713, Couperin, compositor e cravista francês escreveu: "O cravo tem uma perfeita extensão e, por si só, é um intrumento brilhante, mas já que é impossível fazer crescer ou diminuir a sua sonoridade, ficarei para sempre grato a quem, com infinita arte e bom gosto, contribua para tornar este instrumento capaz de expressão..."

Curioso é que 15 anos antes de Couperin escrever estas palavras, sem que ele nada soubesse, um novo instrumento de teclado e cordas já havia sido inventado. Um instrumento que combinava brilho e potência do cravo com as qualidades expressivas do clavicórdio e que, no devido tempo, acrescido de algumas melhorias, iria tornar-se no mais popular de todos instrumentos: o piano (forma abreviada de pianoforte).

Este, desde 1697, havia sido inventado por Bartolomeo de Cristófori (1655-1731), encarregado da conservação de instrumentos na corte da família Médici, em Florença, na Itália. Por volta de 1700 Cristófori construiu o clavicembalo com piano e forte ("cravo com piano e forte"). Este novo instrumento possuia recursos expressivos, que partiam desde um piano a um forte em nuances até então não conhecidas em instrumentos de teclado. Além disso, era possível executar o contraste entre um legato e stacatto. Além disso, o insttumentista poderia executar uma expressiva melodiaao estilo cantabili ("cantado"). O primeiro compositor, pelo que se sabe, a ter escrito peças especificamente para piano foi o italiano Ludovico Giustini (1685-1743).






Para um início de pesquisa mais elaborada, este link oferece insformações básicas sobre instrumentos de teclas: http://pt.wikipedia.org/wiki/Instrumento_de_teclas